A acusação afirma que há indícios de que jovens civis e pobres das periferias de Bogotá foram seqüestrados e mortos para depois serem apresentados como membros de grupos armados, que teriam morrido em combate.
Eles seriam levados para o norte do país e depois executados, com o objetivo de mostrar que o combate à guerrilha estava dando certo.
O escândalo começou a ser investigado depois que foi descoberta uma vala comum com o corpo de 19 jovens que haviam desaparecido. Segundo familiares, os jovens foram atraídos para as regiões de conflito por ofertas de emprego atraentes e nunca mais voltaram.
O governo afirmou que repudia a possível prática das execuções. "Não podemos permitir que se confunda a eficácia na luta contra os delinqüentes com a covardia para enfrentá-los, a distorção da eficácia assassinando vítimas inocentes", afirmou Uribe, ao anunciar a destituição dos militares.
"Essas descobertas mostram que em algumas instâncias do Exército houve negligência, falta de cuidados com os procedimentos que têm que ser observados e isso permitiu que algumas pessoas pudessem envolver-se em crimes, crimes (que são) resultado da confabulação entre delinqüentes e integrantes do Exército", acrescentou Uribe.
Além dos 27 militares destituídos, que serão julgados pela Justiça, o Ministério Público investiga a 2,3 mil servidores públicos por suposto envolvimento nas execuções extrajudiciais.
O escândalo não tem precedentes no país e o governo vem sendo duramente criticado por organizações de direitos humanos.

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